sexta-feira, 31 de julho de 2009

O FUTURO DA GUINÉ DEPENDE DO BOM SENSO

O PRESIDENTE MALAM BACAI SANHÁ, PROMETE RECONCILHAR OS GUINEENSES. Essa vitória não é minha, mas sim, é a vitória do povo Guineense. Foram palavras do Presidente MBS, que está muito preocupado com a situação em que se vivi no país e promete ao seu povo, que estará empenhado em tudo fazer para que haja uma verdadeira reconciliação e sentido de responsabilidade para com o povo. Razão pela qual, promoveu o encontro com o primeiro ministro Carlos Gomes e o Dr. Kumba Ialá.
Viva a paz, viva a democracia, viva a reconciliação nacional e viva o povo mártir dos combatentes da liberdade da pátria.
Lisboa, 01 de Agosto de 2009

Ass: MAMBAS DIÁSPORA

quinta-feira, 30 de julho de 2009



Perfil
Malam Bacai Sanhá: Um político moderado que cresceu com o PAIGC
30.07.2009 - 08h49 João Manuel Rocha
Um episódio vivido aos 15 anos, quando viu o pai ser preso e morto pela polícia política portuguesa, a PIDE, marcou o trajecto de Malam Bacai Sanhá, muçulmano de etnia beafada, ontem proclamado Presidente, aos 62 anos. Estava-se em Agosto de 1962, no Sul da Guiné, e a luta armada pela independência só começaria no ano seguinte.Foi nessa altura que o jovem Malam, filho de camponeses, natural de Empada, que muitos anos depois identificou esse como um momento marcante da sua vida, aderiu ao PAICG. O próximo chefe de Estado cresceu com o partido fundado nos anos 1950 por Amílcar Cabral, e a sua história de vida cruza-se com a do partido, ainda que não tenha a aura de líder militar que Nino Vieira ostentava. "Tem um trato agradável, não tem ostentações de riqueza, fez um bom papel como Presidente interino", afirma Eduardo Costa Dias, professor do ISCTE e investigador de estudos africanos, que alerta para o risco de expectativas muito elevadas. "Não se lhe pode pedir demais. A tarefa é muito grande", diz.Nos tempos da luta armada, Bacai Sanhá trabalhou sobretudo na área da educação, nas matas do Sul. Em 1971 foi estudar para a ex-RDA, onde se licenciou em Ciências Sociais e Políticas. Uma vez regressado, foi subindo degraus na hierarquia partidária e do Estado: secretário do PAICG em Bafatá, governador de Gabu, ministro residente na província do Leste, secretário--geral da única central sindical que existiu até 1990. Na década seguinte foi ministro da Informação e Comunicações, ministro da Função Pública e do Trabalho, presidente da primeira Assembleia Nacional multipartidária e chefe de Estado interino, entre Maio de 1999 e Fevereiro de 2000, depois da rebelião militar que afastou Nino.Com um tal percurso não foi surpresa a sua candidatura às presidenciais de 1999-2000. Tinha a seu favor a experiência e a imagem de alguém com mãos limpas de sangue de adversários políticos. Mas era o candidato do sistema, associado às más opções de governação do PAICG e à crise que levou ao afastamento de Nino, de quem fora "pessoa de confiança", como admitiu. Além disso, os ventos sopravam de feição a Kumba Ialá, que se perfilava como protagonista da "mudança" e foi facilmente eleito.Cinco anos depois, Sanhá voltou a tentar a eleição. E esteve bem perto do triunfo. Porém, na segunda volta, o regressado Nino, que concorreu como independente, embora com fidelidades no partido histórico, recebeu o apoio de Ialá e voltou a adiar o sonho do antigo camarada. Ainda assim, o agora eleito Presidente acreditava que a sua hora haveria de chegar. Num texto biográfico divulgado pela sua candidatura, antes destas eleições, Sanhá atribuiu as derrotas de 2000 e 2005 não à "falta de mérito" próprio, mas a uma decisão de "adiar o futuro" de um povo. "Há-de chegar o dia. Estaremos juntos. Desta vez chegaremos ao palácio", disse, já este ano, quando as preferências da cúpula do PAICG pareciam ir para Raimundo Pereira, Presidente interino após a morte de Nino.Quem conhece o próximo chefe de Estado confirma-lhe a modéstia, atestada por comportamentos e afirmações. Como a que fez ao PÚBLICO, em 1999, ao comentar a designação de "novo pai da nação", que um locutor da Rádio Voz da Junta Militar usou então para se lhe referir, recuperando um tratamento antes dispensado a Nino. "Não concordo e nem corresponde a nada. Havendo um pai da nação seria Amílcar Cabral, o fundador da nacionalidade guineense e cabo-verdiana. Não podemos deturpar a História... 'Nino' aceitava esta designação porque assim se autoproclamou... mas está errado...", reagiu.Com um currículo que lhe colou a etiqueta de "candidato do sistema", o novo Presidente é visto como um moderado, capaz de tomar "decisões de conciliação". "É um tipo pachola, um bom homem, tem imensa boa vontade, embora nem sempre se tenha rodeado das melhores pessoas. Gosta de evitar conflitos. Penso que trabalhará bem com [o primeiro-ministro] Carlos Gomes", afirma Costa Dias. Terá sido essa imagem que levou a maioria dos eleitores, cansados de instabilidade e violência, a preferirem-no desta vez ao imprevisível Ialá. Para Bacai Sanhá, "hora tchica": é a hora.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

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Confirmado pela Comissão Nacional de Eleições
Malam Bacai Sanhá é o Presidente eleito da Guiné-Bissau
29.07.2009 - 11h33 PÚBLICO
Malam Bacai Sanhá, apoiado pelo PAIGC, obteve pouco mais de 63 por cento dos votos na segunda volta das presidenciais guineenses, realizada no domingo passado, anunciou hoje a Comissão Nacional de Eleições (CNE).Sanhá contabilizou 224.259 dos votos expressos e Kumba Ialá, do Partido da Renovação Social (PRS), 129.973, o que significa 36,8 por cento, revelou em conferência de imprensa o presidente da CNE, Desejado Lima da Costa.As duas partes haviam assinado um memorando de entendimento, no sentido de aceitarem sem grandes problemas o resultado desta segunda volta, na qual a abstenção foi de 39 por cento, ligeiramente inferior à da primeira volta, realizada no dia 28 de Junho.O candidato derrotado fez saber que dará hoje à tarde uma conferência de imprensa, na sua residência.

A VITÓRIA DO MALAM, NÃO FOI SURPRESA

Malam Bacai Sanhá, candidato do PAIGC e do povo Guineense, é o vencedor das presidenciais antecipadas de 2009 com 224.259 votos (63,31%), contra os 129.973 votos (36,69%) de Kumba Ialá candidato do PRS.

Viva o povo márti da Guiné Bissau.

Ass: MAMBAS DIÁSPORA

terça-feira, 28 de julho de 2009

CPLP considera eleições "justas e transparentes"
publicado 18:24 28 Julho '09
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Bissau, 28 Jul (Lusa) -- A missão de observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às eleições presidenciais de domingo na Guiné-Bissau considerou hoje o escrutínio transparente e justo e apelou aos candidatos para aceitarem os resultados eleitorais.
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"A missão constatou que a segunda volta das eleições presidenciais de 2009 na Guiné-Bissau decorreu de forma transparente, competente, justa e imparcial, permitindo a livre expressão do sufrágio universal pela população guineense", afirmou Albertino Bragança, chefe da missão.
"A missão reitera o seu apelo para que os dois candidatos aceitem os resultados eleitorais que traduzem a vontade do povo guineense, num escrutínio que se enquadra nas boas práticas internacionais e nos princípios democráticos", acrescentou o deputado são-tomense.
por © 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
"Vai demorar muito tempo para liberdade de circulação entre os `oito`" - Luís Amado
publicado 22:04 28 Julho '09
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São Tomé, 28 Jul (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, disse hoje à Lusa que "vai demorar muito tempo" até existir a livre circulação de cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no espaço lusófono.
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Em declarações à Lusa em São Tomé, onde se encontra em visita de trabalho, Luís Amado afirma que uma proposta nesse sentido "não depende apenas da liberdade de circulação para Portugal, depende da liberdade de circulação para muitos outros países que fazem parte da CPLP, que tem a sua legislação própria e o seu ordenamento jurídico".
O Diário de Notícias traz na sua manchete de hoje que o "Partido Socialista vai propor a livre circulação de pessoas nos países lusófonos". A notícia adianta que o tema está a ser trabalhado em documentos que servem de base ao programa de Governo que o PS irá levar às próximas eleições legislativas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

OS RESULTADOS SERAM RESPEITADOS

r © 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. actualizado às 13:31 - 27 Julho '09
PAIGC e PRS assinam acordo para aceitar resultados presidenciais
publicado 12:59 27 Julho '09
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Bissau, 27 Jul (Lusa) -- Os dois maiores partidos da Guiné-Bissau assinaram um Memorando de Entendimento no qual se comprometem a aceitar os resultados das eleições de domingo e a tratar com dignidade o candidato vencido, disse hoje à agência Lusa fonte diplomática.
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Segundo a mesma fonte, o Memorando de Entendimento, assinado entre o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS), foi rubricado na presença de testemunhas, nomeadamente da União Africana e das Nações Unidas.
No memorando, o PAIGC, que apoiou Malam Bacai Sanhá nas presidenciais, e PRS, que apoiou Kumba Ialá, comprometem-se a "trabalhar de mãos dadas para um diálogo inter-guineense" e a "trabalhar com o actual Governo".